Gestão odontológica

Planejamento financeiro para dentista: importância + como fazer

O planejamento financeiro para dentista influencia diretamente o sucesso de um consultório. Sou taxativo sobre isso! Isso porque sem uma visão realista da capacidade de investimento e a distribuição correta do capital disponível, fica difícil traçar objetivos realistas.

A gestão financeira de uma clínica odontológica envolve a definição de ações, mecanismos de controle e ferramentas para analisar, organizar e gerir os recursos para alcançar resultados significativos para a empresa

Entre várias atividades envolvidas, destaco: saber a receita prevista, principais despesas e as oportunidades do mercado. O cuidado com esta e outras tarefas é o que separa os negócios que ganham fôlego daqueles que perdem a tração nos primeiros 100 metros.

Conforme dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), aproximadamente 60% das empresas brasileiras não sobrevivem mais do que 5 anos. 

Portanto, planejar não é um diferencial, algo que um empreendedor faz além do necessário Para que seu consultório odontológico tenha saúde financeira e capacidade para enfrentar dificuldades, é preciso ter um plano.

Continue a leitura do artigo e entenda a importância da gestão de consultório para dentistas e como montar e organizar um plano para guiar o crescimento no mercado odontológico.

Qual a importância do planejamento financeiro na odontologia?

O planejamento financeiro na odontologia é importante porque alinha as expectativas com a realidade. A aplicação estratégica do dinheiro disponível evita frustrações e até o desânimo de ser um dentista-empreendedor. 

Afinal, a ideia de abrir o próprio consultório vem carregada de expectativas e sonhos de ter um negócio sustentável, trabalhar com o que ama e consolidar uma posição no mercado odontológico.

Com organização financeira, você avalia a sua capacidade do momento e estabelece limites para despesas, dividindo o trabalho em etapas para não gastar além das condições do momento.

>>> Saber onde investir seu capital é essencial. Neste outro artigo do blog, explico ‘7 principais tendências do mercado odontológico atualizadas’. Salve a leitura quando terminar a leitura deste artigo!

Como fazer um planejamento financeiro para dentista? 

A importância você já entendeu, certo? Agora, explico passo a passo como colocar a mão na massa e organizar um plano de gestão financeira para dentista em cinco etapas fundamentais. Confira!

1. Analisar o cenário atual do consultório

A análise do cenário atual do seu consultório passa por três pontos que servem para dar uma visão da realidade do potencial que você tem em mãos para investir.

O primeiro passo é calcular o seu patrimônio líquido. O objetivo é saber se a soma dos bens e direitos a receber (ativos) de seu consultório menos as obrigações (passivos) para mantê-lo é positiva ou negativa.

Assim, você tem um balanço patrimonial, que é uma demonstração do capital que possui no momento e como os seus bens e dívidas estão distribuídos.

A segunda etapa é fazer uma análise do mercado do seu nicho odontológico, utilizando a ferramenta matriz SWOT, que avalia as forças e fraquezas em relação às oportunidades e ameaças a serem enfrentadas, como cenário econômico, concorrência, tecnologias, etc. 

Por fim, avalie a sua capacidade de atendimento por dia, mês e ano com a estrutura atual para ter um referencial do que pode alcançar e, assim, traçar planos para alcançá-los.

Leia também: 8 livros sobre gestão de consultório odontológico + 2 bônus

2. Projetar limites de gastos

O próximo passo do planejamento financeiro para dentista é projetar limites de gastos e projeções de entrada para lucrar. 

Para fazer projeções mais precisas, avalie os resultados do ano anterior, caso já tenha um consultório em operação, ou considere a capacidade de investimento atual, conforme a análise de patrimônio.

Os principais limites de gastos para definir no planejamento financeiro anual são:

  • faturamento esperado: é o valor que se espera receber com o trabalho realizado no ano;
  • limite de despesas: inclui os custos operacionais do consultório entre fixos e variáveis. Ex: materiais, impostos, aluguel, salários das secretárias, etc.);
  • limite de investimentos: é o montante a ser aplicado ao longo do ano para aquisição de novos equipamentos, marketing digital, entre outras gastos estratégicos;
  • lucro esperado para manter o negócio: é o valor que se espera obter após pagar todos os custos.

O objetivo é manter as finanças dentro das margens definidas para que a operação do consultório seja autossustentável.

3. Estabelecer objetivos e planos de ação

Com um cenário bem delineado, a próxima etapa é estabelecer objetivos que vão contribuir para o cumprimento dos planejamentos financeiros.

Para que os objetivos não fiquem vagos, por exemplo, “aumentar as avaliações realizadas por mês”, use a ferramenta SMART para traçar objetivos claro: aumentar em 15% o número de avaliações realizadas no próximo trimestre”.

Um objetivo SMART deve ter cinco características: ser específico, mensurável, alcançável, realista e ter um prazo definido.

Com os objetivos definidos, crie planos de ação para detalhar o processo que levará a cada resultado. Outra ferramenta útil para guiar a definição do plano é a 5W2H. Para criar cada plano, responda às seguintes perguntas:

  • O que? (What) – A tarefa que será realizada
  • Por que? (Why) – O motivo de realizar a tarefa.
  • Quem? (Who) – As pessoas responsáveis pela execução.
  • Onde? (Where) – Em qual área da empresa será realizada.
  • Quando? (When) – Quando será feita e o cronograma.
  • Como? (How) – Detalhamento das etapas para a realização da tarefa.
  • Quanto? (How much) – Os custos para realizar a tarefa.

Leia mais >>> Gestão de clínica odontológica: tutorial para alta performance.

4. Montar o orçamento anual do consultório

O orçamento anual estabelece uma previsão das receitas e o valor fixo das despesas para o ano seguinte. Além disso, detalha quanto será aplicado em cada área e qual a origem dos recursos.

Assim, você tem uma visão clara da sua condição financeira para manter e investir no negócio. Com esses dados, ainda pode avaliar os prós e contras de financiamentos e empréstimos para tomar decisões bem embasadas. 

5. Fazer o controle utilizando indicadores financeiros

Os indicadores financeiros auxiliam no controle do planejamento financeiro para dentistas por darem um referencial quantitativo e confiável de quão próximo ou distante você está de alcançar as metas definidas.

Alguns exemplos de indicadores são: fluxo de caixa, ponto de equilíbrio, retorno sobre investimentos (ROI), ticket médio, margem EBITDA, entre outros. Seu contador pode orientar outros para acompanhar. 

Como organizar o financeiro de um consultório odontológico? 

Para organizar o financeiro de um consultório, você pode utilizar uma planilha de dados para listar todas as definições e trabalhar fórmulas para conectar os dados. Porém, como a melhor solução para facilitar o trabalho é utilizar o software financeiro. Basta inserir todos os dados para fazer o acompanhamento e gerar relatórios. 

Leia também: Gestão de consultório odontológico on-line: ferramentas e cursos.

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